As idéias, a fortuna, o bem estar, a clareza de idéias, as formas, a arte e toda a infinita beleza imaginável sobre a face da terra.
Logo, ao mesmo tempo em que tudo nos é dado, nada nos pertence, somos o cálice da graça divina, feitos da mesma energia das coisas vivas, das cores, dos sons; em um ciclo de vida plena, pulsante e interminável, rumo ao desconhecido plano original.
Em suma, não há separação entre a “alma” e absolutamente todas as coisas que são.
O que há são vibrações, ecos, ressonâncias, arranjos, rearranjos e desarranjos da mais pura e bela energia, formando todas as coisas que podemos experienciar com nossos modestos cinco sentidos.
Em outro nível, encontra-se a verdade, o verdadeiro real. Se ao menos pudéssemos vislumbrá-lo...
Há vida além da vida, sonhos são matéria, aquilo que costumamos chamar de realidade não passa de um tosco rabisco do que está por vir, do que sempre está por vir.
A mais perfeita idéia de paz, do ponto de vista humano, será sempre um esboço inocente do que à criação fora destinado.
Viver é permitir.
André Aggi.
