quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Dois mil e dez

Sempre tive um incômodo interno quando alguém me pedia para ter fé ou ter esperança. Talvez, por ambas estarem tão relacionadas à religião, que sempre me incomodou mais ainda.

Fé e esperança são coisas tão efêmeras, que o ser humano descobriu maneiras de comercializá-las. Silvio Santos ficou milionário vendendo esperança, e vive - muito bem - disso até hoje, afinal quem não quer abrir o baú da felicidade?
Edir Macedo armou sua barraquinha e colocou a fé à venda, e fez disso o seu ganha-pão.
Os cofres públicos se encheram com a esperança de cada brasileiro, que acredita que vai ganhar os mais de 100 milhões de Reais na Mega Sena da Virada.



Mas a fé implica dúvida.

Não preciso ter fé para que algo aconteça, realize-se ou concretize-se, não preciso ter esperança (esperar). Eu preciso mesmo é de força. Fé e esperança são coisas vãs e abstratas, são primas da ilusão.

“Esperança: eis a quintessência do delírio humano, ao mesmo tempo fonte de sua maior FORÇA e de sua maior fraqueza”.
(Arquiteto – The Matrix)

Eu posso até apostar na Mega Sena da virada, mas é só o que posso fazer por hoje, e minhas chances de ganhar se multiplicam quando eu NÃO espero ganhar.

“Mas a fé
Sabe como é que é?
Acredita em qualquer um
Tudo pra ela é comum
Tudo com ela é viável
E eu aqui um tanto instável
Meio no claro,
Meio no escuro...” (Zélia Duncan)

Eu pulo a fé e a esperança, e vou direto à Força, com ela consigo enfrentar os inevitáveis revezes cotidianos, e me concentrar no presente. Com ela - aliada a minha imaginação - consigo levantar meus braços, minhas mãos, e colocar um tijolo em cima do outro, e logo tenho um prédio, e assim eu SEI (não espero) que terei uma obra fruto da minha força.


Força

Com minha força consigo girar o foco da minha atenção, e direcioná-lo às coisas que são, as visíveis e as invisíveis. E lido com elas ali mesmo, onde elas estão. Com minha força consigo produzir, me sustentar e me manter de pé, são e salvo, na medida do que é ainda humanamente possível. Pois o “possível” há de tomar conta deste mundo um dia, não com fé, mas com força, presença e consciência no presente, que como mágica se transforma constantemente em futuro.

Assim, com minha força, eu remo quando não há vento, eu construo prédios, eu corro para estar bem, eu consigo mexer os músculos necessários para dar um sorriso sincero.

Não quero “acreditar” e/ou “ter fé” de que não haverá tempestades ou obstáculos no caminho, eu quero força para atravessá-los, força para encontrar meios de estar em paz, e romper bravamente contra qualquer fantasma que tente deter-me na estrada que me leva para “casa”.

“Em física clássica, a força (F) é aquilo que pode alterar (num mesmo referencial assumido inercial) o estado de repouso ou de movimento de um corpo, ou de deformá-lo” (Newton).

Não tenho fé em Deus... Eu SEI que Deus e sua turma nutrem um afeto infinito por mim, e SEI que tem alguém lá em cima zelando por mim 24 horas por dia. Já se eu apenas "acreditasse" nisso, a qualquer momento e ao primeiro obstáculo eu poderia facilmente sucumbir a dúvida (o que ocorre com todos, com uma frequência notável). Pois a fé traz no pacote: a dúvida, e a esperança: a ilusão.

Há a contrapartida da força? Obviamente: a fraqueza, mas sempre gostei da citação bíblica: "Por que, quando sou fraco, então é que sou forte" (2 Coríntios 12,10).

Então antes de “comprar o peixe” da fé, pense bem. Há força dentro de você. Quanto? Muita! Quanto mais você usa, mais você tem. E antes de ter esperança, experimente pegar aquela força e colocar um tijolo em cima do outro, faça o que você puder fazer hoje: “fazer primeiro, as coisas primeiras”. Sem ter fé, mas sabendo! Sem ter esperanças, mas tendo força.



Por que a tempestade sempre vem, a roda não para de girar, a maré sobe e desce todos os dias, sai inverno, entra verão, e até nossas folhas caem no outono. E você ainda acredita que é a fé que nos mantém aqui?! A ilusão da fé pode até confortar, mas é a força que faz com que você esteja lendo este texto agora.

Mire no alvo e atire! Não com fé, mas com força!

Em 2010, que a Força esteja com todos vocês!




“E que isso valha pra qualquer pessoa, que realizar a força que tem uma paixão".

André Aggi.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Bem estejamos!

Como diria minha amiga Simone: Então é Natal... Época de alegria, confraternização e magia, entre outras mil coisas que escutamos desde a época em que pombo voava.

Ontem assisti ao filme “O Expresso Polar”, que me disseram que era péssimo... (Jamais deixem de assistir um filme porque te falaram que é ruim, JAMAIS!). Quase certeza de que quem me disse isso foi alguém que parou de sonhar, ou que nunca sonhou na vida. Pessoas que ainda acreditam em coisas como: tempo, espaço, deus vingativo etc. Pessoas que ainda acham que o sol é o centro do universo. Pessoas que ainda acham que se fizerem coisas “ruins” irão para o inferno (e irão mesmo, para o inferno que elas próprias criaram). Já eu acredito que iremos para onde quisermos ir (como exemplo, vide: “Amor além da vida”).





Mas voltando ao Natal, assistindo ao filme “O Expresso Polar” ontem, lacrimejei várias vezes, pois, me lembrava de como o Natal costumava ser. Bem mais rústico (visualmente falando) do que hoje, mas muito, muito mais mágico.

Um conjunto de uma dúzia de “luzinhas” coloridas que piscavam de um jeito sem graça (tudo aceso – tudo apagado – tudo aceso – tudo apagado...). Custava uma fortuna (para minha família), mas quando minha mãe comprou um “jogo” delas, eu ficava de madrugada hipnotizado pela árvore de natal, daquelas que pareciam uma alegoria de carnaval (também não podíamos comprar um pinheiro – meu sonho na época). Mas mesmo assim, era o que havia de mais lindo, meu espírito de criança se enchia, e asseguro que não só pela espera pelo presente de natal (Playmobil).




 

Hoje é tudo infinitamente maior e mais brilhante, tenho condições de comprar mais de mil “luzinhas” que piscam de mais de 100 maneiras diferentes, e que se eu quiser escrevem: “André” na parede, na árvore, no telhado etc. Mas... Não tem mais graça. Uma prova de que meu espírito se enchia de coisas boas e invisíveis é que hoje, ainda ganho “brinquedos”, além de poder comprar os que eu quiser, mas a magia foi embora. Tive uma recordação do que ela significava ontem, enquanto passava o filme, mas foi-se embora assim que o mesmo acabou e eu olhei ao redor.

 

Não vou ficar divagando aqui, sobre onde foi parar aquela magia, mas “ô trem bom” que era por sapatos na janela, correr para o quintal para ver se eu flagrava o Papai Noel dando bandeira, e desmaiar de sono no sofá sem aguentar esperar a hora em que ele apareceria... Além de ouvir minha mãe dizer várias vezes, que ele não apareceria enquanto eu estivesse ali:

- Mas por que mãe?!
- Porque senão você vai querer conversar com ele, e ele não tem tempo para conversar tendo que entregar presentes para todas as crianças do mundo...
- Tá booooom...

 

Lembro-me que a tal magia vinha de algum lugar do espaço, e me atingia em cheio em meados de novembro. E hoje, enquanto escrevo esse texto, é 24 de dezembro, 02:04am no horário de Brasília, e ainda... Nada...



Aos piedosos de plantão, já adianto que está tudo bem! Estou feliz e grato por tudo o que vim a ser, o que tenho, serei e terei. E que em algum lugar aquela magia reside, pois revivi toda ela ontem, assistindo àquele filme. Foi bom, foi ótimo pelo menos saber que as coisas nunca deixam de existir e de ser, que você passa por elas, e como em uma estrada, elas ficam lá atrás, em seu DEVIDO lugar, e quando se tenta reviver algo que foi maravilhoso é desastroso, essas coisas não voltam, pois, elas têm que dar lugar a outras coisas tão boas quanto; coisas que estão aqui e as que virão.

Tenho visto tanta grosseria e falta de educação do dia 20 de dezembro para cá, que estou abismado. Claro que pode ser somente o meio em que vivo, mas nunca foi tão acentuado assim. Você olha para as pessoas e não as enxerga mais, tudo o que você enxerga são “egos-falantes”, eu isso, eu aquilo, eu preciso, eu não posso, eu, eu, eu... Para quem não sabe, caso você não controle seu ego, obviamente ele te controlará e então você se torna um ser extremamente insatisfeito e frustrado. Sim, porque o ego NUNCA se satisfaz. Queria ter aprendido isso mais cedo...

 

Sempre que faço votos a alguém, seja de aniversário, natal ou até sem motivo algum (esses são os melhores votos – não precisam de desculpas), cuido em desejar apenas duas coisas: luz e bem-estar, luz, para iluminar a estrada que te leva aos seus sonhos, e bem-estar para aproveitar o passeio, não consigo pensar em outra coisa a ser desejada. Com essas duas bênçãos: luz e bem-estar, o indivíduo está “blindado” e ao mesmo tempo livre, livre para estar presente – tarefa árdua.





A grande questão é: o que o faz sentir-se bem? Eis outra tarefa árdua: descobrir sua paixão, aquela atividade que você pratica quando e onde o tempo simplesmente deixa de existir. Alguns têm várias, outros têm apenas uma. Alguns se encontram neste estado praticamente em todo o seu tempo, outros não fazem a mínima idéia do que é sentir-se bem, do que é o bem-estar em sua mais pura forma.

 

Já experimentei o bem-estar N vezes em minha vida, aquele decorrente de algo externo, e umas duas ou três vezes, aquele que vem sem explicação, quando o simples ato de respirar o deixa feliz.




Da onde vem? Como vem? Por quê? E quando virá outra vez? São questões que certamente não trarão bem-estar, é possível que tragam mal-estar.

 

Percebam, a ação de simplesmente “estar” remete a uma idéia de presença, presente. Presente tem várias denotações, uma delas é a benção. A benção de estar presente. De simplesmente: estar. Neste ponto só me falta uma peça para descobrir e poder afirmar que todos “estão”, e que bem-estar ou mal-estar é uma questão de opção.

Eu olho para os zilhões de coisas que existem na face deste planeta, tudo que é dito, produzido, ordenado, explicado, repetido, seguido, mentido, exibido, copiado, reciclado etc. Pego TUDO isso e deixo de lado, e ao invés de desejar um feliz natal (onde o bem-estar quase que não encontra lugar para instalar-se), apenas torno a constatação abaixo em desejo a todos que amo:

 

Bem-estar é o que há para o momento, é o prato do dia, é tendência, é a última moda em Paris. É algo que o dinheiro não pode - de fato - comprar. Deixe-se levar pelo fluxo, veja como as coisas estão em seu devido lugar, acredite! Se elas não estivessem, não estariam onde estão. Esvazie a cabeça e relaxe a tensão que você nem sabe de onde vem. Afinal é “Natal”, é hora de perdoar em primeiro lugar a si mesmo, em PRIMEIRO lugar. Não acredite, SAIBA que planetas inteiros girarão em torno de você, caso você opte por bem estar, ou simplesmente: estar bem.

“Feliz Natal!”

André Aggi.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Oi, tudo bem?

Já pararam para pensar quantas vezes por semana vocês têm que responder a essa pergunta? Ocorre que, é a pergunta mais vaga que existe – embora todos pensem que se trata de um pergunta simples – é uma pergunta vaga, cuja resposta abre um universo maior do que o nosso de possibilidades de resposta. No fundo todo mundo sabe disso, e por isso convencionou-se que todos responderiam: “Estou bem, e você?” Lenga-lenga! (Adoro essa expressão) Pelo menos 50% das vezes que você diz que está bem você não está.





O assunto rende tanto, que uma vez um pai de santo me disse para não responder que eu estava bem (pois causaria inveja), e nem para responder que estava mal (pois causaria satisfação em quem quisesse me ver para baixo) Hein?! Como atualmente eu já disse que sou agnóstico (que pela última vez: não significa ateu) leigo, laico e não-confessional, posso afirmar que não acredito em mandingas, e que para olho-gordo eu recomendo o Dr. Ray Shapewear.




A insatisfação é grande, a turma tem consumido muito Rivotril, que eu sei! Há um vazio no ar... O aquecimento global, a gripe suína (graças a Deus não vi mais ninguém de máscara), parece que a Luciana (Viver a Vida) não vai mais andar mesmo, aquele povinho em Brasília "enfiando" dinheiro como se fosse supositório e OB, e tem o mundo que vai acabar (OUTRA VEZ) em 2012, mas mesmo assim:

- Oi, tudo bem?
- Bem, e você?
- Bem também.
- Que bom.

Ah pára!

Vejam um humilde exemplo do que realmente acontece na maioria das vezes:

- Oi tudo bem?
(Nossa, que cabelo é esse?)
- Bem, e você?
(Aposto que ele vai falar que está ótimo...)
- Estou ÓTIMO!
(Porque será que o cabelo dele está assim?)
- Que bom.
(Aham...)
- A gente se fala.
(Não era assim o cabelo dele...)
- Opa! Claro.
(Que será que ele está tomando?)

Depois dos formalismos, saem pensando por aproximadamente mais 12 segundos:

- (Ele devia deixar o cabelo como era...)
- (Tomando o que ele toma até eu fico ótimo!)

Eu devo ser chato mesmo, porque já tentei tanto inovar no tal do “Tudo bem?”, mas não deu certo. Eu encontro uma resistência inexplicável por parte das pessoas. Primeiro comecei tentando ser sincero:

- Tudo bem?
- Não.
- Mas por que? O que que aconteceu? Senta aqui, me conta, é alguma coisa lá na sua casa? Está todo mundo BEM? (Junto com uma cara de piedade e/ou preocupação).

Jesus! Eu simplesmente não estou bem, só isso, eu só respondi uma pergunta SIMPLES com uma resposta SIMPLES, a resposta é sim ou não, como em: “Está chovendo?” Não. Pronto! Não está chovendo. Se eu soubesse que ia ter que fazer relatório eu teria respondido que estava bem, putz! (Sei que algumas pessoas dizem que não estão bem só para você perguntar o porquê, mas não é meu caso).

Daí voltei a responder que sim, mas continuei me sentindo desconfortável, porque se a pessoa pergunta se estou bem, ela quer saber meu estado, e é como “estar passando” uma informação errada, entendem?

Depois tentei inserir um sorriso junto com o “não”, também não deu certo, as pessoas começavam a rir: “Hahahaha, boa, boa!” Ou me olhavam com uma cara de colher, tentando entender uma piada que não existia. Eu só estava tentando dizer o seguinte:

“Não, não estou bem, mas estou aqui não estou? Olha eu aqui! Hein? Lá lá lá... Olha minha mão! Ainda mexe! Não estou bem (esta é a informação que você me pediu) mas ainda consigo sorrir. Que tal?”

Tentei explicar isso para alguns, mas ficava um clima chato no ar tipo: “por que ele está falando todas essas coisas?” E depois eu ficava com uma sensação de que eu tinha sido desagradável. Moral da história: a sinceridade não funciona nestes casos.

Terceira tentativa:

- Oi! Tudo bem?
- Estou indo...
- Por que “indo”?
OU
- Como assim?

Deus do céu o que vocês querem, por favor?! Que eu responda “estou bem”? Já que querem isso, por que perguntam?

Mas confesso que o “estou indo” funcionou, em termos, tirando o estorvo de ter que ouvir um comentário depois:

- Ah, se está indo então tá bom, o que não pode é ficar parado né?
- Ééé... (Junto com um sorriso que exige MUITO da articulação temporomandibular, daqueles que você dá uma massageada depois).

Ou então vinha uma pergunta em seguida:

- Indo pra onde, hahaha?

Nem falo para onde dava vontade de responder.

Quarta tentativa: responder de uma forma metafórica, de maneira que fizesse o interlocutor pensar, e nesse ínterim você ter tempo de mudar de assunto ou sair estrategicamente:

- Oi, tudo bem?
- Remando... (Junto com um sorriso discreto).

Pouquíssimos foram os que vieram questionar o “remando”. Tanto que eu o uso até hoje às vezes. As pessoas ficam pensando mesmo! Dá para ver na cara delas:

- (Em pensamento): Será que “remando” é bom ou ruim? Hum...

A pessoa fica simplesmente paralisada, você consegue dar uma confundida no mecanismo do “Oi, tudo bem?”, e aparece uma mensagem no cérebro dela:

PAM! “Este programa executou uma operação ilegal e será fechado”.

E nessa, você conseguiu se safar e já está saindo ou começando outro assunto se for o caso. Eu recomendo o “remando” para todos aqueles que também se opõem ao otimismo superficial, ao “morno”, ao “mais ou menos”, a dizerem que estão bem sendo que não estão, e ficam se perguntando sobre a razão desse formalismo desnecessário (desculpem o pleonasmo).





Tudo o que eu disse acima não serve para outros cumprimentos como:

- Opa! E aí, beleza?
- Beleeeeza...

Gosto desse, porque no caso interpreto da seguinte forma: estou repetindo a palavra “beleza”, como que em uma evocação à beleza, ou desejando a beleza ao interlocutor, sei lá. Como dizer: “Salve!” O que é bem diferente de: “Eu estou bem!”.

Falando em “salve”, também acho interessante o que os ingleses fazem, que é um olhar para a cara do outro e dizer: “Deus salve a Rainha!” Só isso, e cada um segue seu caminho. Olha que perfeito! Que “tudo bem” que nada! Não me interessa se você está bem, se eu estou bem... Deus salvando a Rainha está tudo ÓTIMO! Vejam que simples, eles encontraram uma maneira fina e elegante de evitarem uma conversinha do Paraguai.

Há inúmeros exemplos de como evitar o “bem-bem-bem”. Vejam os adolescentes, eles têm o hábito de usar onomatopéias, levantam o braço e:

- Aôôôu!
- Êeeaaa!

Saudável, simples, sem hipocrisia, sem risinhos idiotas, e a meu ver extremamente carinhoso. Um “aooou” diz tudo!


Aôôôu Papa!

Outro exemplo é abaixar delicadamente a cabeça, olhar no olho, e dizer os nomes (um do outro) com uma entonação que soa como uma pergunta e resposta ao mesmo tempo:

- André...
- Walter...

E para finalizar, os indianos com sua linda reverência ao próximo:

- Namastê!

Que literalmente significa: “curvo-me perante ti”, ou ainda segundo a Wikipedia:

"Eu honro o Espírito em você, que também está em mim."
"Eu honro o local em você, em que o Universo inteiro reside, eu honro o lugar em você, que é de Amor, de Integridade, de Sabedoria e de Paz."
"Quando você está neste lugar em você, e eu estou neste lugar em mim, nós somos um." (Ou estamos fazendo "outra" coisa).
"Eu saúdo o Deus dentro de você." (Aôôôu Deus!)
"Seu espírito e meu espírito são um."
"O divino em mim cumprimenta o divino em você."
"A Divindade dentro de mim compreende e adora a Divindade dentro de você."
"Tudo que é melhor e mais superior em mim cumprimenta/saúda tudo que é melhor e mais alto em você."
"O Deus que habita em mim saúda o Deus que habita em você."

Pronto! Deus me livre de ter que recitar um poema cada vez que eu encontrar alguém, mas depois de um "namastê", ainda é necessário saber quem está bem ou mal?

Acho que no fundo não importa, e poucos são os que se importam, e geralmente estes já chegam com um beijo no rosto, um abraço, contando alguma coisa engraçada, tirando da sua cara por causa da noite passada, ou com um simples sorriso – na maioria das vezes – sincero.



Eita!


E então? Tudo jóia? Como diria o Ceará do Pânico: “metade jóia, metade bijuteria”.

Vamos simplificar, ou colocar humor no negócio.

André Aggi.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Apenas mais um manifesto (logo existo)

A única verdade consiste no paradoxo de que não existe verdade alguma, assim como não existem fórmulas.

Como ocorre com suas digitais, cada ser humano é único e livre para escolher os caminhos que melhor lhe aprouver.

Somos seres plurais e multidimensionais dentro de uma zona de “livre” arbítrio, onde o externo aguarda a cada segundo, um comando nosso para manifestar-se ou rearranjar-se.

Filme: Matrix. Cena: Neo pergunta ao "Arquiteto" o sentido da vida ("Por que estou aqui?"):

"Sua vida é a soma do saldo de uma equação desequilibrada inerente à programação da Matrix. Você é o desenlace de uma anomalia, que, a despeito de meus mais sinceros esforços, fui incapaz de eliminar daquela, caso conseguisse, seria uma harmonia de precisão matemática. Ainda que continue a ser uma tarefa árdua diligentemente evitá-la, ela não é inesperada, e portanto não está além de qualquer controle. Fato este que o trouxe, inexoravelmente, aqui".





Somos soberanos, apesar de ter-nos sido ensinado o contrário, porém, assim como em ciência política, esta soberania termina no limite do ser. Mais ainda assim somos soberanos.

Porém, mas, entretanto, exceto... Vejam como a história não tem fim!

Apresentaram-nos deuses falsos, fracos, falhos e descartáveis. Sendo que a Força Suprema, inominável é também insondável, não nos cabendo enquanto humanos, sequer pensar na possibilidade de compreendê-la, “pedir ao homem para explicar ou descrever Deus é como pedir ao peixe para explicar a água na qual ele nada”.



Ensinaram-nos também, que sempre há de faltar, quando tudo o que existe é abundância.

Esquecemos o tempo todo de que a escuridão é simplesmente, nada mais, nada menos do que a ausência de luz, e que precisamos da escuridão para ter consciência do que a luz representa, ou vice-versa, é uma questão de parâmetro. Não há como fugir, enquanto estivermos aqui, seremos – ao mesmo tempo e na mesma proporção – luz e sombras, usando/sendo mais ora uma, ora outra, portanto, amemos tanto aquela quanto esta, tanto o dia irradiante, quanto os encantadores mistérios da noite.





Quebremos – de início – um paradigma por semana, um preconceito por semestre. Tentemos minar as estruturas dos preconceitos mais absurdos a priori, e então, talvez os menos absurdos não resistam.

Aos brasileiros, que consigam reconhecer e valorizar a IMENSA riqueza e a beleza desse espaço brilhantemente descrito por Pero Vaz de Caminha há centenas de anos atrás.

Paremos com a hipocrisia de glamourizar a ignorância irritante e a pobreza, ambas estampadas na figura do chefe de estado mais estúpido, demagogo e salafrário que eu já conheci em 33 anos e 9 meses de vida.

Exaltemos coisas que nos farão evoluir, como a troca de idéias simples e brilhantes, focadas na construção de uma política de gentileza, consciência e presença ao momento. Ontem por exemplo, vi - no centro da cidade - humanos vestidos de palhaços, dando a mão às pessoas como se elas fossem crianças novamente, e convidando-as a atravessarem na faixa de pedestre, não sei de quem foi a iniciativa e nem quero saber, mas fiz questão de sorrir e prestigiar aquela pequena festa.





E por fim, deixemos de jogar nosso tempo no lixo, dando menos atenção aos espetáculos mambembes* televisionados, como “A Fazenda”, "BBB", ou as desgraças – brilhantemente – escritas por Manoel Carlos, que milagrosamente se transformam em pura alegria SOMENTE no último capítulo – até porque nossa novela nunca acaba.

(*sem querer ofender a arte teatral mambembe).

E exaltemos o bem estar por pelo menos algumas horas por dia, pode ser o começo de algo bom.

Que tal pensar que Louis Armstrong estava certo? Não proponho 24 horas de alegria insana e superficial, dessa da qual já estamos saturados; mas 50/50 seria o suficiente por agora.

Bem lembrado pelo Boticário na campanha de natal deste ano: “this little light of mine, I’m gonna let it shine”¹, e pela Coca Cola há uns dois anos atrás: “you give a little love and it all comes back to you... You’re gonna be remembered for the things that you say and do”².

André Aggi.


¹ “Esta luzinha que me pertence, eu vou permitir que ela brilhe”.
² “Você dá um pouco de amor e ele volta todo para você, você vai ser lembrado pelas coisas que você diz e faz”.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Quem é o João sem braço?

E então tem a história do condicionamento... Como eu acredito na teoria da conspiração, coloco-me a pensar sobre certas formas de "mass mind control" (controle mental das massas), e nunca sei até que ponto sou “massa”.

Uma forma de controle, que não chega a ser bem o controle em si, mas está mais para uma forma de manutenção desse controle são certas frases absurdas, que eu escuto desde a época em que pombo voava (falarei sobre o fato dos pombos não voarem mais, em momento oportuno).

Ao que me parece, as tais frases ou "ditados" (justamente porque foi ditado por algum infeliz, ditado/ditador/ditadura...) parecem terem sido elaboradas para manter o indivíduo em um estado de conformismo e resignação diante de uma desgraça ou situação congênere.



Principalmente diante das desgraças e situações relativas à falta de dinheiro, das “gracinhas” que a vida apronta com você no dia-a-dia, e com as atitudes no mínimo estranhas de deus (com “d” minúsculo). Sim, porque Deus (com “D” maiúsculo) não faria certas coisas com você, coisas que já “deus” faria, e faria com GOSTO! Aí - neste caso - quando você pergunta a algum religioso-fervoroso-saracoteante, a razão de algo que nem ele e nem o sacerdote dele sabem responder, e ele se vira para você com aquela cara de Boris Casoy e dispara: “eis o mistério da fé...” (num tom sombrio e o mais enigmático possível). E assim: “Pronto! Pulou, pulou!” (Minha mãe dizia quando eu levava tombos na infância para eu não chorar).

“Deus escreve certo por linhas tortas”.

Hein?! Mas por quê? Deus, o grande deus, ele mesmo, tem algum distúrbio neurológico?  E esse distúrbio o impediria de passar no psicotécnico? É mal de Parkinson? O cara sabe escrever é claro, mas não sabe que tem que respeitar a linha?!!




Enfim, eu vivo em um mundo assim, as pessoas vão chegando, vão dizendo que o negócio é esse, é desse jeito, e daí eu questiono. Às vezes sou vaiado, na maioria das vezes sou chato e por aí vai. Então eu calo minha boca e reconstruo a realidade dos fatos mentalmente, abstraio, e jogo na terra a absurdez do que acabei de ouvir, para que aquilo não fique me perturbando e nem me mantenha resignado e desenganado diante de algo que eu POSSO mudar.

Simplesmente dou uma de “João sem-braço” (!).

É “piração” da minha cabeça? Está mais para CONS-piração...





Percebam a periculosidade dessas frases, e saibam que elas estão o sugestionando sem você ter consciência disso, é algo do tipo:

- Continue pobre!

- Continue burro!

- Continue sofrendo!

- Continue infeliz!

- Contente-se com o esterco que te deram

Afinal um personagem bíblico bem famoso ofereceu a outra face.
Já eu prefiro as palavras de Gonzaguinha

(...)
A gente quer do bom e do melhor...
A gente quer carinho e atenção
A gente quer calor no coração
A gente quer suar, mas de prazer
A gente quer é ter muita saúde
A gente quer viver a liberdade

A gente quer viver felicidade...
É!
A gente não tem cara de panaca
A gente não tem jeito de babaca
A gente não está
Com a bunda exposta na janela
Pra passar a mão nela...
(...)

E finalmente, como frase pronta me dá dor no olho, seguem abaixo alguns exemplos de algumas reformulações mentais que faço após ouvir um “relógio de repetição” cuspir algumas dessas pérolas de acrílico:

“Água mole em pedra dura” leva ANOS para furar a pedra, e talvez você não viva o suficiente para desfrutar do furo.

“O que vem fácil”, assim veio porque você foi esperto o suficiente para que assim fosse, e com a mesma esperteza você não permitirá que vá fácil. Abra uma conta no Itaú Personalité, e procure um money manager para administrar o que veio fácil.

“Melhor um” viveiro de pássaros em casa, “do que dois voando”.

“Cavalo dado não se olha os dentes”, olha... Eu não daria um cavalo de dente podre para alguém, é uma questão de consideração com o próximo. Melhor soltar esse cavalo no mundo.

“Quem não tem cão” é um saco, então arrume um jeito de conseguir um.

“Dinheiro na mão é vendaval”, de alegria, festa, satisfação e bem estar.

“Se a vida te der um limão”... Primeiro: não vai dar para fazer uma limonada, porque você vai precisar de água e açúcar, e segundo: que sacana a vida hein?!

“Alegria de pobre” não existe, ele pode até fingir, mas... E esse papo de que ser pobre é bonito, poético, romântico, que um dia você pode chegar à presidência da república e blá blá blá já deu né?!

“Gato escaldado” é burro.

“Jesus virá”, então finja que está fazendo algo! Rápido!

“Amor de mãe” tem limite.

“Antes nunca do que tarde”, porque EU quero para ontem!

“A sorte de uns” é simplesmente a sorte de uns, sorte deles!

“Antes só” do que sair em Pouso Alegre.

“Diz com quem andas” que eu te direi se andarás comigo.

“Deus ajuda, quem cedo madruga”. Vamos lá, só para constar: o Brad Pitt acorda às 13:30, é milionário, bonito e casado com a Angelina Jolie. E o Johnny Depp acorda ao meio dia, é um dos caras mais legais que conheço, ótimo ator, foi eleito o cara mais sexy do mundo aos 46 anos de idade, e mora em uma ilha particular com sua família nas Bahamas.

“Deus nunca fechou uma porta” sem dar uma risadinha de deboche da sua cara de panaca.

“Deus não dá asas a cobra”, embora algumas voem em jatinhos particulares.

“Faça o que” você quiser, “e não o que eu faço”, e me deixe em paz.

“Fortuna perdida?” PUTA QUE PARIU! “Coragem perdida?” Faça terapia... “Honra perdida?” Contrate um bom profissional de marketing.

“Para que fazer hoje o que se pode deixar para amanhã?”

“Ladrão que rouba ladrão” é filmado e passa no Jornal Nacional, no Fantástico etc...

“Manda quem pode”, e quem não pode não manda

“Não há nada como um dia” chegando a Paris “depois de outro” viajando de primeira classe.

“O pão do pobre cai sempre com a manteiga para o lado de baixo”, é verdade! Hahahahaha...

“O dinheiro fala todas as línguas”, inclusive o esperanto: "kontanta", significa: dinheiro.

“Os últimos” quase sempre vão acabar se ferrando. Veja o Titanic!

“Para morrer basta estar vivo”, AH! Não me diga!

“Para muito sono” uma cama king size, colchão densidade 45, bem no meio de um quarto enorme, e quando no calor: ar-condicionado.

“Quem diz o que quer” é autêntico.

“Quem espera sempre” cansa. (Essa peguei emprestada).

“Uma andorinha só” faz um verão só para ela.

“Vaso ruim” você joga fora.

“Vão-se os anéis, ficam-se os dedos”, mas sem os anéis... Pôxa...

“Vergonha é roubar” e não ser parente do Sarney.



Materialista? Não. Ascendência em Touro.

André Aggi.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Ao que vai chegar

Voa coração
Que a minha força te conduz
Que o sol de um novo "amor"
Em breve vai brilhar
Vara a escuridão
Vai onde a noite esconde a luz
Clareia seu caminho e acende seu olhar
Vai onde a aurora mora
E acorda um lindo dia
Colhe a mais bela flor
Que alguém já viu nascer
E não se esqueça de trazer força e magia
O sonho, a fantasia
E a alegria de viver





Voa coração
Que "ele" não deve demorar
E tanta coisa mais quero "lhe" oferecer
O brilho da paixão
Pede a uma estrela pra emprestar
E traga junto a fé
Num novo amanhecer
Convida as luas cheia, minguante e crescente
De onde se planta a paz
Da paz quero a raiz
E uma casinha lá onde mora o sol poente
Pra finalmente a gente simplesmente
Ser feliz.

(Toquinho)

"E de onde se planta a paz, da paz quero a raiz".

Hoje, agora, e somente hoje (que é tudo o que há), eu de fato queria uma muda de paz. Para plantar no meu quintal, para regar todo dia, para contemplar cada galho que crescesse. E numa bela tarde  de céu rosado, daquelas que só tem em Minas, ver desabrochar as mais belas flores no meu "pé de paz", ali... Enfeitando minhas memórias de garoto, na época em que meu quintal era meu rico, próspero e mágico reino de horizontes sem fim. Onde minha bicicleta era minha carruagem, nave, avião e helicóptero ao mesmo tempo. Onde eu era o rei mais poderoso e querido das redondezas... Haverá coisa mais doce?

Mas onde e como se planta a paz? Principalmente depois de ter visto seu reino desaparecendo dia após dia, sem você poder fazer nada?!



As ruínas do meu reino infantil

André Aggi.




domingo, 13 de dezembro de 2009

Debut

Desde que aprendi a andar, sempre gostei de aparecer. Não "aparecer" que nem a Paris Hilton, que filma um boquete e joga na rede.

Eu apenas queria fazer constar que eu estava ali, fazia questão de contribuir para as imagens da posteridade.  Achava mágicas as câmeras fotográficas, não podia ver uma Yashica, uma Olympus ou uma Kodak, que já pulava na frente; é claro que de maneira elegante, divertida e apropriada, e não como aquelas crianças babacas e inconvenientes que hoje me irritam. E ninguém se atrevia a reclamar de um loirinho bochechudo, lindo, com cachinhos nas pontas do cabelo e um charmoso diastema entre os incisivos superiores.

Também me lembro de atuar em algumas películas de "Super 8", do meu tio rico. Como a câmera era dele, meus primos eram elenco e eu figuração, mas não importa, eu estava lá.


Super 8

Algum tempo depois, chegaram as primeiras filmadoras VHS, que me hipnotizavam. Lembro-me de uma vez ter pedido ao vizinho para deixar eu pelo menos segurá-la, o máximo que ele fez foi mostrá-la em suas mãos. Me senti o menino pobre sem acesso ao mundo novo.

Depois subi no palco (palco mesmo) pela primeira vez com nove anos de idade - peça de natal da escola. Eu tinha que olhar para Maria e José (pais biológicos de Jesus) e dizer: "Vocês não tem vergonha de ficar mendigando por aí?" E pela segunda vez no Teatro Municipal de Pouso Alegre, não me lembro o nome da peça, mas eu interpretava o Dr. Moleculino, cientista maluco, vilão que queria destruir uma floresta inteira, mas que felizmente foi impedido pela Iracema e pelo Curupira.



Teatro Municipal de Pouso Alegre

Daí em diante vieram várias coisas: Conservatório Estadual de Música, Grupo de Teatro Experimental, uma figuração em Batman Forever - que não entrou na edição final (mas que me rendeu 800 dólares) - pontinhas em novelas da Globo, Zorra Total, Casa das Artes de Laranjeiras, uns três curta metragens etc...

Doze anos dando aula de inglês me deram a oportunidade de estar diante de várias platéias e várias vezes por semana, o que indicava que eu não estava ali para dar aulas (o que - embora - eu fizesse com muita dedicação e carinho), e quando descobri isso resolvi parar.

E em algum ínterim, acidentalmente, resolvi fazer a Faculdade de Direito, e lá descobri que escrever me agradava (advogado escreve pra burro). 

Então comecei a escrever, não somente peças processuais e petições judiciais, mas sobre outras coisas também. Escrevia às vezes gostando e às vezes desgostoso, ora consciente, ora em transe, na maioria das vezes sozinho a noite, como que no meio de um deserto. Fora o que eu escrevi apenas em minha mente.

Os manuscritos eram guardados a sete chaves, e os documentos do Word tinham senha dupla. Mas idéias são valentes, tem vida e espírito próprios, e lutam para vir à luz. Assim, tímida e despretensiosamente mostrei alguns textos a algumas amigas mais próximas, que desde então não me deram mais sossego enquanto eu não encontrasse uma forma de fazer com que mais pessoas tivessem acesso ao que eu escrevia. Dentre elas Bel, Flávia, Dani Palma, Júlia Donati e Ana Eliza Beraldo.

"Escritor profissional é um principiante que não desistiu" (Richard Bach)

Deste modo, reza a lenda que sou um escritor.

Quanto ao blog, sempre pensei: "Que porre!" Mas nunca encontrei justificativa para este preconceito, talvez porque existam muitos, e eu sempre tive uma certa resistência quanto ao que "tem muito".

Mas nesta madrugada (13/12/09), em mais uma pavorosa insônia, "escarafunchei" os vários textos contidos no blog da minha brilhante amiga, Jornalista (com "J" maiúsculo) escritora, poeta, esposa e mulher: Carol Borne. E durante a leitura me diverti, ri, sorri, chorei, medi meu dedão (rs), fazendo com que o maldito tempo passasse, indo para a cama com gostinho de quero mais. E assim pensei: pôxa, eu também poderia "causar" caso eu tivesse um blog.

E ei-lo, aqui, simples, despretensioso, mas te todo meu coração. Ou seja, cuspi para cima e voltou em cheio na minha testa.

CAROL, dedico esta primeira postagem a você, linda, mais que demais. Este espaço só existe porque o seu existiu primeiro. Vou tentar ao máximo me aproximar da qualidade do que você faz. Observando a originalidade.

E este blog, dedico a Bel, Flávia e Dani (Carrie, Charlotte e Samantha) nossas vidas mudaram, e continuam mudando, e a Miranda resolveu sair do armário, ou pelo menos suas idéias resolveram. Dedicado também a Julia Roberts Donati e Ana Eliza Beraldo.

Talvez agora os domingos sejam menos chatos, a insônia mais produtiva e Pouso "Alegre" se torne mais suportável nos momentos em que eu sempre me lembro do tamanho do Planeta Terra e das coisas que eu sei.




E em especial, talvez alguém encontre aqui uma ferramenta para ampliar sua mente, que deste modo, segundo Einstein, jamais voltará ao seu tamanho natural, oxalá meu pai Ogum!

PS: Sou leigo, laico, lacônico e não-confessional!

André Aggi.