Ontem assisti ao filme “O Expresso Polar”, que me disseram que era péssimo... (Jamais deixem de assistir um filme porque te falaram que é ruim, JAMAIS!). Quase certeza de que quem me disse isso foi alguém que parou de sonhar, ou que nunca sonhou na vida. Pessoas que ainda acreditam em coisas como: tempo, espaço, deus vingativo etc. Pessoas que ainda acham que o sol é o centro do universo. Pessoas que ainda acham que se fizerem coisas “ruins” irão para o inferno (e irão mesmo, para o inferno que elas próprias criaram). Já eu acredito que iremos para onde quisermos ir (como exemplo, vide: “Amor além da vida”).
Mas voltando ao Natal, assistindo ao filme “O Expresso Polar” ontem, lacrimejei várias vezes, pois, me lembrava de como o Natal costumava ser. Bem mais rústico (visualmente falando) do que hoje, mas muito, muito mais mágico.
Um conjunto de uma dúzia de “luzinhas” coloridas que piscavam de um jeito sem graça (tudo aceso – tudo apagado – tudo aceso – tudo apagado...). Custava uma fortuna (para minha família), mas quando minha mãe comprou um “jogo” delas, eu ficava de madrugada hipnotizado pela árvore de natal, daquelas que pareciam uma alegoria de carnaval (também não podíamos comprar um pinheiro – meu sonho na época). Mas mesmo assim, era o que havia de mais lindo, meu espírito de criança se enchia, e asseguro que não só pela espera pelo presente de natal (Playmobil).
Hoje é tudo infinitamente maior e mais brilhante, tenho condições de comprar mais de mil “luzinhas” que piscam de mais de 100 maneiras diferentes, e que se eu quiser escrevem: “André” na parede, na árvore, no telhado etc. Mas... Não tem mais graça. Uma prova de que meu espírito se enchia de coisas boas e invisíveis é que hoje, ainda ganho “brinquedos”, além de poder comprar os que eu quiser, mas a magia foi embora. Tive uma recordação do que ela significava ontem, enquanto passava o filme, mas foi-se embora assim que o mesmo acabou e eu olhei ao redor.
Não vou ficar divagando aqui, sobre onde foi parar aquela magia, mas “ô trem bom” que era por sapatos na janela, correr para o quintal para ver se eu flagrava o Papai Noel dando bandeira, e desmaiar de sono no sofá sem aguentar esperar a hora em que ele apareceria... Além de ouvir minha mãe dizer várias vezes, que ele não apareceria enquanto eu estivesse ali:
- Mas por que mãe?!
- Porque senão você vai querer conversar com ele, e ele não tem tempo para conversar tendo que entregar presentes para todas as crianças do mundo...
- Tá booooom...
Lembro-me que a tal magia vinha de algum lugar do espaço, e me atingia em cheio em meados de novembro. E hoje, enquanto escrevo esse texto, é 24 de dezembro, 02:04am no horário de Brasília, e ainda... Nada...
Aos piedosos de plantão, já adianto que está tudo bem! Estou feliz e grato por tudo o que vim a ser, o que tenho, serei e terei. E que em algum lugar aquela magia reside, pois revivi toda ela ontem, assistindo àquele filme. Foi bom, foi ótimo pelo menos saber que as coisas nunca deixam de existir e de ser, que você passa por elas, e como em uma estrada, elas ficam lá atrás, em seu DEVIDO lugar, e quando se tenta reviver algo que foi maravilhoso é desastroso, essas coisas não voltam, pois, elas têm que dar lugar a outras coisas tão boas quanto; coisas que estão aqui e as que virão.
Tenho visto tanta grosseria e falta de educação do dia 20 de dezembro para cá, que estou abismado. Claro que pode ser somente o meio em que vivo, mas nunca foi tão acentuado assim. Você olha para as pessoas e não as enxerga mais, tudo o que você enxerga são “egos-falantes”, eu isso, eu aquilo, eu preciso, eu não posso, eu, eu, eu... Para quem não sabe, caso você não controle seu ego, obviamente ele te controlará e então você se torna um ser extremamente insatisfeito e frustrado. Sim, porque o ego NUNCA se satisfaz. Queria ter aprendido isso mais cedo...
Sempre que faço votos a alguém, seja de aniversário, natal ou até sem motivo algum (esses são os melhores votos – não precisam de desculpas), cuido em desejar apenas duas coisas: luz e bem-estar, luz, para iluminar a estrada que te leva aos seus sonhos, e bem-estar para aproveitar o passeio, não consigo pensar em outra coisa a ser desejada. Com essas duas bênçãos: luz e bem-estar, o indivíduo está “blindado” e ao mesmo tempo livre, livre para estar presente – tarefa árdua.
A grande questão é: o que o faz sentir-se bem? Eis outra tarefa árdua: descobrir sua paixão, aquela atividade que você pratica quando e onde o tempo simplesmente deixa de existir. Alguns têm várias, outros têm apenas uma. Alguns se encontram neste estado praticamente em todo o seu tempo, outros não fazem a mínima idéia do que é sentir-se bem, do que é o bem-estar em sua mais pura forma.
Já experimentei o bem-estar N vezes em minha vida, aquele decorrente de algo externo, e umas duas ou três vezes, aquele que vem sem explicação, quando o simples ato de respirar o deixa feliz.
Da onde vem? Como vem? Por quê? E quando virá outra vez? São questões que certamente não trarão bem-estar, é possível que tragam mal-estar.
Percebam, a ação de simplesmente “estar” remete a uma idéia de presença, presente. Presente tem várias denotações, uma delas é a benção. A benção de estar presente. De simplesmente: estar. Neste ponto só me falta uma peça para descobrir e poder afirmar que todos “estão”, e que bem-estar ou mal-estar é uma questão de opção.
Eu olho para os zilhões de coisas que existem na face deste planeta, tudo que é dito, produzido, ordenado, explicado, repetido, seguido, mentido, exibido, copiado, reciclado etc. Pego TUDO isso e deixo de lado, e ao invés de desejar um feliz natal (onde o bem-estar quase que não encontra lugar para instalar-se), apenas torno a constatação abaixo em desejo a todos que amo:
Bem-estar é o que há para o momento, é o prato do dia, é tendência, é a última moda em Paris. É algo que o dinheiro não pode - de fato - comprar. Deixe-se levar pelo fluxo, veja como as coisas estão em seu devido lugar, acredite! Se elas não estivessem, não estariam onde estão. Esvazie a cabeça e relaxe a tensão que você nem sabe de onde vem. Afinal é “Natal”, é hora de perdoar em primeiro lugar a si mesmo, em PRIMEIRO lugar. Não acredite, SAIBA que planetas inteiros girarão em torno de você, caso você opte por bem estar, ou simplesmente: estar bem.
“Feliz Natal!”
André Aggi.





2 comentários:
Oi!!!! Descobri seu blog!!! Gostei dos textos.
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Beijos e um feliz 2010!!!
Feliz Natal, amor meu!
Essa coisa de blog tem tuuuuudo a ver, né messs???
Tá ficando cada vez melhor!
Beijo!
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