“Lua lá no céu,
Queijo pão de mel
Na ponta do pincel,
Mostra no papel aonde encontrar
A tal da dona felicidade...”
Durante grande parte da minha vida, eu acreditei que eu nunca seria feliz. Eu mal sabia o que vinha a ser felicidade. Sempre escutei meus mestres, meus ídolos, meus heróis e meus amigos dizerem que a tal da felicidade estava dentro de mim. Mas convenhamos, esta idéia é – a princípio - bastante vaga, e não sacia uma alma aventureira e sedenta de experiência.

Relutante e resistente diante da premissa de que eu nasci com o componente em questão embutido, eu insistia em confabular:
- O que é a felicidade?
- Será que eu já senti felicidade?
- Como, quando, onde e por que eu serei feliz?
- O que eu preciso fazer para obtê-la? Como devo me comportar? Se eu for um bom menino, eu serei feliz?
- É um estado de espírito? É uma substância química? É um brinquedo? É um diploma? É um lugar? É dinheiro?
E a MAIOR armadilha:
- É alguém?
- É alguém?
Sem respostas conclusivas e por muitas vezes sem resposta alguma (em especial por parte da entidade que atende pela alcunha de “Deus”), eu sai procurando. Confesso que com um pouco de preguiça e sem o ânimo que eu costumo ter ao iniciar minhas buscas, pesquisas etc. Sem razão aparente, havia algo truncado nas palavras: “buscar a felicidade”, pois, buscar onde?
Depois da dúvida a respeito da questão geográfica, iniciou-se uma série de equívocos, do tipo:
- Localizando a felicidade em um local específico, qual o procedimento a ser seguido?
- Se há local, há momento?
- Se há momento, há razão?
Depois da dúvida a respeito da questão geográfica, iniciou-se uma série de equívocos, do tipo:
- Localizando a felicidade em um local específico, qual o procedimento a ser seguido?
- Se há local, há momento?
- Se há momento, há razão?
Pensei: se há razão de ser em algo que dizem ser tão sublime, contraditoriamente, não pode fazer sentido. Pois, não pode haver lógica na felicidade, logo e provavelmente, o “como” e o “por que” estão fora de cogitação. E se o “como” e o “por que” estão fora de cogitação, quem me garante que o “quando” e o “onde” também não estejam?

Li certa vez que: os “quandos” e os “comos” são matérias da alçada e competência do Universo. Mas quem ou o que é o Universo? Eu mal encontrei a felicidade, e já estão querendo me empurrar mais um um conceito abstrato?! Oras! Já não basta aturar o homem invisível, egoísta, vingativo e birrão que mora no “céu”, e agora tem um tal de Universo? Qual é a dessa turma?
Voltando a Dona Felicidade...
“Perguntei pro céu
Perguntei pro mar, pro mágico chinês
Mas parece ninguem sabe, aonde a felicidade
Resolveu de vez morar...”
Aquele momento, em que você tem a certeza de que não existem os familiares pontos de referência (quando, como, porque e onde) para encontrar a felicidade, é o exato momento onde um pequeno inferno tem origem.
“Looking for heaven, found the devil in me” (Florence Welch).
Você perde o chão e o teto se abre. Abaixo um abismo, e acima, ora as estrelas, ora o sol e ora a chuva. E o mundo de repente fica maior; dá medo, um medo que compele. E é ai que a mágica começa.

Acredite, não tem volta, e isso dói. Porém, a compensação é a oportunidade de experienciar uma jornada fantástica e única. Ninguém jamais percorreu ou percorrerá o mesmo caminho que você está prestes a percorrer, e ninguém jamais teve ou terá as mesmas impressões que ficarão eternamente talhadas no “mainstream” universal, através de você e suas aventuras, na descoberta deste sentimento. Embora eu acredite que a felicidade esteja acima de qualquer outro sentimento, ou ainda, quem sabe pertença a uma casta de sentimentos superiores, se é que isso existe.

Li certa vez que: os “quandos” e os “comos” são matérias da alçada e competência do Universo. Mas quem ou o que é o Universo? Eu mal encontrei a felicidade, e já estão querendo me empurrar mais um um conceito abstrato?! Oras! Já não basta aturar o homem invisível, egoísta, vingativo e birrão que mora no “céu”, e agora tem um tal de Universo? Qual é a dessa turma?
Voltando a Dona Felicidade...
“Perguntei pro céu
Perguntei pro mar, pro mágico chinês
Mas parece ninguem sabe, aonde a felicidade
Resolveu de vez morar...”
Aquele momento, em que você tem a certeza de que não existem os familiares pontos de referência (quando, como, porque e onde) para encontrar a felicidade, é o exato momento onde um pequeno inferno tem origem.
“Looking for heaven, found the devil in me” (Florence Welch).
Você perde o chão e o teto se abre. Abaixo um abismo, e acima, ora as estrelas, ora o sol e ora a chuva. E o mundo de repente fica maior; dá medo, um medo que compele. E é ai que a mágica começa.

Acredite, não tem volta, e isso dói. Porém, a compensação é a oportunidade de experienciar uma jornada fantástica e única. Ninguém jamais percorreu ou percorrerá o mesmo caminho que você está prestes a percorrer, e ninguém jamais teve ou terá as mesmas impressões que ficarão eternamente talhadas no “mainstream” universal, através de você e suas aventuras, na descoberta deste sentimento. Embora eu acredite que a felicidade esteja acima de qualquer outro sentimento, ou ainda, quem sabe pertença a uma casta de sentimentos superiores, se é que isso existe.
Contentamento, satisfação, prazer, alegria, graça, bem-estar etc. Estes são meros sentimentos (comparados com a felicidade), eles são – em suma – gerados por fatores externos na experiência humana como a conhecemos, e em meu caminho, eu descobri que nenhum deles tem a ver com a felicidade.
Muitos dizem: “a felicidade não é plena”. É cômodo pensar assim quando se confunde felicidade com prazer, alegria, contentamento etc. Além disso, nada nesta dimensão é pleno. Aqui tudo é metade, a graça deste ambiente está justamente em sua incompletude, somente a incompletude possibilita o infinito.
“Teorema da Incompletude (por Kurt Gödel) – O Teorema da Incompletude de Gödel não se aplica somente à matemática, mas a tudo que está sujeito às leis da lógica. A incompletude é verdade na matemática, e é igualmente verdade na ciência, na linguagem ou na filosofia. E, se o Universo é matemático e lógico, a Incompletude também se aplica ao Universo”.

Muitos sucumbem à tentativa de encontrar a felicidade plena, condundindo-a com sentimentos secundários, acreditando que ela depende de algo, e consequentemente, vivendo aos tropeços uma vida de pura frustração. “Quando acontecer isso ou aquilo, ai sim, serei feliz”.
Minha maior pista sempre foi a frase: “eu era feliz e não sabia”. De fato, provavelmente você estava ocupado demais buscando a felicidade.
“Até que um anjo me disse, que ela existe
Que é tão fácil encontrar
Bem lá no fundo do peito o amor é feito
É só você se entregar...”
“Até que um anjo me disse, que ela existe
Que é tão fácil encontrar
Bem lá no fundo do peito o amor é feito
É só você se entregar...”
Então o que vem a ser felicidade?
Eu não posso responder. Mas eu posso dizer o que é a felicidade PARA MIM. Como dito anteriormente, trata-se de uma descoberta pessoal, intransferível e única, uma aventura ímpar. Há atual e aproximadamente 7 bilhões de aventuras como esta ocorrendo neste momento no Planeta Terra.
Em primeiro lugar, você já é feliz, só que não sabe. Este não-saber é a única coisa entre você e a felicidade. Você está apenas ignorando a existência de algo. Ela é inata e suprema. Qual o oposto de felicidade? Já não consigo encontrar a resposta. Não é a tristeza, pois, “tristeza” é o oposto de “alegria”. Alegria é o atributo de certos momentos da sua vida, e só é plena enquanto dura.
Eu não posso responder. Mas eu posso dizer o que é a felicidade PARA MIM. Como dito anteriormente, trata-se de uma descoberta pessoal, intransferível e única, uma aventura ímpar. Há atual e aproximadamente 7 bilhões de aventuras como esta ocorrendo neste momento no Planeta Terra.
Em primeiro lugar, você já é feliz, só que não sabe. Este não-saber é a única coisa entre você e a felicidade. Você está apenas ignorando a existência de algo. Ela é inata e suprema. Qual o oposto de felicidade? Já não consigo encontrar a resposta. Não é a tristeza, pois, “tristeza” é o oposto de “alegria”. Alegria é o atributo de certos momentos da sua vida, e só é plena enquanto dura.
Felicidade significa - também – bem-aventurança. Aqui, peço ajuda ao mestre Joseph Campbell:
“É milagroso. Tenho até mesmo uma superstição, que se desenvolveu em mim como resultado dessas mãos invisíveis agindo o tempo todo, a superstição, por exemplo, de que, pondo se no encalço da sua bem-aventurança, você se coloca numa espécie de trilha que esteve aí o tempo todo, à sua espera, e a vida que você tem que viver é essa mesma que você está vivendo. Quando consegue ver isso, você começa a encontrar pessoas que estão no campo da sua bem-aventurança, e elas abrem as portas para você. Eu costumo dizer: Persiga a sua bem-aventurança e não tenha medo, que as portas se abrirão, lá onde você não sabia que havia portas. (...) Onde quer que você esteja, se estiver no encalço da sua bem-aventurança, você estará desfrutando aquele frescor, aquela vida intensa dentro de você, o tempo todo”.
“É milagroso. Tenho até mesmo uma superstição, que se desenvolveu em mim como resultado dessas mãos invisíveis agindo o tempo todo, a superstição, por exemplo, de que, pondo se no encalço da sua bem-aventurança, você se coloca numa espécie de trilha que esteve aí o tempo todo, à sua espera, e a vida que você tem que viver é essa mesma que você está vivendo. Quando consegue ver isso, você começa a encontrar pessoas que estão no campo da sua bem-aventurança, e elas abrem as portas para você. Eu costumo dizer: Persiga a sua bem-aventurança e não tenha medo, que as portas se abrirão, lá onde você não sabia que havia portas. (...) Onde quer que você esteja, se estiver no encalço da sua bem-aventurança, você estará desfrutando aquele frescor, aquela vida intensa dentro de você, o tempo todo”.
Eu li O Poder do Mito quando eu tinha vinte e poucos anos, quando então, estas palavras não fizeram muito sentido pra mim. Somente após percorrer o meu caminho que tudo se encaixou.
“O passarinho não é feliz porque canta, ele canta porque é feliz”.
Logo, felicidade é a força-motriz das suas ações, da suas atitudes e do que realmente importa pra você. Ela dá cor e traz vida a sua vida biológica. Obviamente é possível viver e agir ignorando a sua felicidade. Mas há quanto tempo você vem fazendo isso? É válido? Se for, ótimo!
Este véu que não deixa você enxergar a sua felicidade começa a desaparecer no momento em que você para de reagir, de resistir, de se defender, de nadar contra a corrente. É quando você SE entrega. Quando você dá boas-vindas a si mesmo com o melhor e mais sincero dos seus sorrisos, sem restrições, ressalvas ou justificativas.

É a sua bússola e é o seu norte ao mesmo tempo. É a chama-plioto que te sustenta mais do que qualquer outra coisa. É o que chamam de “milagre”. É o que possibilita. É o início, o fim e o meio.
Felicidade é amor. Lembrando sempre, que amor não é o estado de enamoramento e atração sexual temporários entre dois seres humanos. Amor é o abraço da sua avó, a lambida do seu cachorro, a risada dos seus amigos, e a derrota do medo, entre N coisas a mais.
A felicidade é irmã siamesa da paz. Ela é tão sublime que escapa à noção de “ser”, está mais ligada à nobre e simples noção de aceitar, de reconhecer o que já é seu.
Enfim, eu cheguei a uma conclusão “piramidal”: se você não for capaz de “ser” feliz neste exato momento, você jamais o será. Porque a felicidade está acima de qualquer quando, onde, como e porquê. Felizmente, “este exato momento” é algo que continua se repetindo infinita e eternamente. Logo, o tempo não é um obstáculo.

É – também, e a grosso modo - como trocar a lente dos seus óculos. Olhar por um outro ângulo, enxergar de fato. Sempre senti vontade de avançar aos socos e pontapés em quem me dizia que ser feliz era simplesmente uma questão de opção, de escolha. Uma escolha que poderia ser feita a qualquer momento, em qualquer lugar e sob qualquer circunstância. Estas pessoas estavam certas.
Quer dizer então, que agora eu descobri a felicidade, e portanto, sou completo, pleno e perfeito? Não, estou longe de me encaixar nestes conceitos. Sou feliz? Sim! Foi fácil? Não sei. Mas foi e continua sendo divertido. Posso dizer que agora meu caminho está pavimentado, o que não me livra de muitos quebra-molas, tempestades e engarrafamentos. Mas as coisas apenas são o que são, o que está acontecendo apenas está acontecendo. Mas o modo como eu encaro tudo isso é o que traz a palavra final.
Quem diria, a felicidade – meus caros – é um modus operandi.
André Aggi.


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