Feliz ano novo?
Não.
Basta de desejos vazios, não
devido aos seus conteúdos, mas pela falta que um desejo traz em si,
considerando que desejamos errado. Fomos ensinados a desejar de um lugar de
ausência, desejamos porque nos falta, Buda já tinha mandado avisar.
Pior que o “desejar” é o
“querer”, pois, este último não traz consigo aquela paixão, aquela pujança que
o desejo parece deixar por onde passa em nossas linhas. O querer é imbecil,
inepto, lúdico... Quem quer muito (ou pouco) acrescenta nada. Querer é um peso
morto, é um grito mimado do ego - sempre - faminto. O querer é apressado e
imediato, sua suposta eficácia limita-se ao cafezinho que você QUER tomar, ao
cigarrinho que você QUER fumar, aquele sapato que você QUER comprar. É
cumulativo e viciante, porque você sempre quer mais. A criança, ainda sem
discernimento, quer o mundo e quer só pra ela.
Agora, o que você QUER de verdade? Querer de verdade vale? (Tudo é permitido).
Não. Querer de verdade acentua a falta, amplifica a ausência. Querer é reconhecer o que te falta, e querer de verdade é gritar ao Universo esta suposta deficiência. E quem está ouvindo? Quanto mais alto o grito mais forte o eco... Eco.
Mas talvez você não queira, talvez você precise. Ou ainda, talvez você pense que precisa do que apenas quer. De qualquer forma, precisar provavelmente vá funcionar pior do que querer.
Agora, o que você QUER de verdade? Querer de verdade vale? (Tudo é permitido).
Não. Querer de verdade acentua a falta, amplifica a ausência. Querer é reconhecer o que te falta, e querer de verdade é gritar ao Universo esta suposta deficiência. E quem está ouvindo? Quanto mais alto o grito mais forte o eco... Eco.
Mas talvez você não queira, talvez você precise. Ou ainda, talvez você pense que precisa do que apenas quer. De qualquer forma, precisar provavelmente vá funcionar pior do que querer.
Não me entendam mal. O querer e o
desejo são como faíscas, e podem ser úteis, se respeitadas as suas naturezas.
São como bússolas, ajudam a separar o joio do trigo, a escolher o feijão, a
escolher entre açúcar e adoçante; e suas vidas úteis acabam logo ai. Se a vida
fosse uma escultura em andamento, o querer e o desejo seriam as talhas deixadas
pelo cinzel, não podem se perpetuar, não é de suas naturezas. Pois, o que será
da escultura se usarmos o cinzel desenfreadamente? É quase lógico, acontecerá o
oposto pretendido pela intenção, pela ideia original. E assim, vamos consumindo
a mármore, esculpindo formas sem equivalência alguma com aquela chama que - a
priori - aqueceu nossa alma, aquele sentimento que nos tocou e que nos moveu.
Consequente e desordenadamente, vamos dilapidando tudo o que nos foi dado, com
o nosso querer e desejos que nunca acabam (nunca mesmo, a não ser que você ponha
um fim a este sofrível mecanismo).
Eu posso - empiricamente –
afirmar que: querer é uma bola fria no estômago.
Para concluir, imagine-se em uma caverna completamente escura, sendo que tudo que você tem é um isqueiro Bic, cujo gás acabou há dois minutos. O que você faz? Não sei você, mas eu riscaria o isqueiro para iluminar (por apenas um segundo a cada riscada) o caminho a ser seguido, e a cada lampejo desses eu daria o nome de desejo e/ou querer, pois, é ISTO que eles fazem! Dão dicas (às vezes vagas) do caminho a ser seguido. Entenda que estas faíscas refletem a natureza de algo muito maior e já falado anteriormente por aqui: seu bem estar. A saída, a luz do sol, o ar puro e abundante do lado de fora, a clareza. Tentar permanecer no desejo/querer é como tentar prolongar aquele breve lampejo, em outras palavras: impraticável, inviável. Você quase nunca pode ter o que você quer. Entristeço-me ao pensar que algumas pobres almas passam a vida querendo e desejando.
Para concluir, imagine-se em uma caverna completamente escura, sendo que tudo que você tem é um isqueiro Bic, cujo gás acabou há dois minutos. O que você faz? Não sei você, mas eu riscaria o isqueiro para iluminar (por apenas um segundo a cada riscada) o caminho a ser seguido, e a cada lampejo desses eu daria o nome de desejo e/ou querer, pois, é ISTO que eles fazem! Dão dicas (às vezes vagas) do caminho a ser seguido. Entenda que estas faíscas refletem a natureza de algo muito maior e já falado anteriormente por aqui: seu bem estar. A saída, a luz do sol, o ar puro e abundante do lado de fora, a clareza. Tentar permanecer no desejo/querer é como tentar prolongar aquele breve lampejo, em outras palavras: impraticável, inviável. Você quase nunca pode ter o que você quer. Entristeço-me ao pensar que algumas pobres almas passam a vida querendo e desejando.
E o que dizer da necessidade?
Valha-me “Deus”! Ela é a mãe do ladrão! Prostituta, embriagada, presta-se a quase tudo em nome do ego, serve como disfarce do querer leviano e inconsistente, tem várias faces, formas e tamanhos. E são poucas as circunstâncias onde ela se apresenta sóbria, no entanto, quando assim ela é vista, costuma chocar de maneira visceral.
Hoje - primeiro de janeiro - é o
dia internacional do querer e do desejo. Hoje, ambos dançam ensandecidos no
coração da humanidade, e muitas vezes a necessidade aparece ali, dividindo sua
energia entre um e outro, na vã tentativa de validar algo que é fruto da falta.
E será que você consegue imaginar a qualidade dos frutos da falta? Eles
encontram-se por toda a parte na atualidade, e estão mais para erva-daninha.
Não obstante o desejo e o querer, na torrente do dia primeiro de janeiro também vêm: as resoluções, as metas, os planos, o pensar desejoso (wishful thinking), os objetivos e mais uma batelada de outros nomes para o que nos falta e/ou achamos faltar.
Não obstante o desejo e o querer, na torrente do dia primeiro de janeiro também vêm: as resoluções, as metas, os planos, o pensar desejoso (wishful thinking), os objetivos e mais uma batelada de outros nomes para o que nos falta e/ou achamos faltar.
Quer dizer então, que não posso querer, desejar, sonhar, planejar, estipular metas, objetivos etc.?
Claro que pode. Mas, aproveitando o ensejo deste dia, tente também contabilizar quantas vezes você já conjugou os verbos acima? Muitas? Já faz tempo que você os conjuga? Quais foram os resultados?
Você já quis muito? Já quis de verdade? Se já, sinto muito. Talvez seja hora de reconhecer que você já quis o suficiente.
“Sim, assombrosa é a sagacidade do homem:
Por ela, atinge cumes
Por ela, também caí.
Na confiança de seu poder, tropeça;
Na obstinação de sua vontade, é derrotado”.
(Sófocles)
Reza uma lenda a qual me afeiçoei, que a “lei” se trata de uma questão de vibração, vibrar é emitir. O que você emite quando vê passar pela rua aquele Mercedes G-Class que você tanto “quer”? O que você emite quando seu(a) melhor amigo(a) finalmente encontra a famigerada alma gêmea? Como você se comporta? É maravilhoso “querer” aquele carro que acabou de passar, mas se ao querer você se sente mal, se ao querer você maldiz o seu Fiat Uno, sente-se menor, impotente, ansioso, revoltado etc. Eis diante dos seus olhos o resultado do seu desejo, e uma dica do que está por vir (que CERTAMENTE não é um Mercedes G-Class). Ocorre que, a partir deste ponto, faltam-me dados científicos e suporte fático para declarar como verdade tal teoria, no entanto e a grosso modo:
- Mais informações -
“O todo é mente, o Universo é mental” - assim falou Hermes Trismegistus.
[O autor adverte: este não é um blog de autoajuda]
Feliz ano novo!
O que é um ano? O que é novo? Não é o ano que é novo, só é se assim você o declarar. Caso contrário, você se encontrará consigo mesmo no dia primeiro de janeiro de 2015 “desejando”: feliz ano novo!
Olho no lance! E o lance é aqui, neste momento, todo dia, toda hora! É o que você emite a CADA segundo. É o seu autocontrole ao manejar o cinzel. É saber que querer e desejar são só e somente só faíscas, que suas funções terminam ai.

É saber que a mármore a sua frente encerra todo um universo de possibilidades. Viva e pulse na possibilidade, experimente trocar o querer e o desejo pela intenção, esta não costuma atormentar a mente. Dizem que quanto menos a sério você levar o jogo, mais chances você tem de ganhá-lo. Já disse Lulu:
“Como uma ideia que existe na cabeça e não tem a menor obrigação de acontecer”.
Caso esbarre na necessidade pelo caminho, verifique se ela se encontra sóbria e composta, assim sendo, seja razoável com ela e consigo mesmo, foque com alegria e bem estar no preenchimento desta lacuna. Sem lamento, sem pranto, pois a única e plausível explicação para a existência de uma necessidade é o seu adimplemento, nada mais, e ai é com você. O que é preciso para fazer seu carro andar? Combustível. Em um certo dia, você percebe que seu tanque já está no final da reserva, logo, você vai ao posto de gasolina, estaciona perto da bomba e:
a) Chama o frentista e manda encher o tanque conforme a necessidade.
b) Chama o frentista, olha com uma tristeza profunda para o ponteiro que indica: “é o fim! Não dá mais”. Comenta com o frentista: “olha só esse ponteiro, tá vendo o ponteiro? Olha a luz do tanque reserva acesa... Não é triste? Por que tinha que acabar? Ela sempre acaba, sabia? Por que? Por que comigo?”
“Como uma ideia que existe na cabeça e não tem a menor obrigação de acontecer”.
Caso esbarre na necessidade pelo caminho, verifique se ela se encontra sóbria e composta, assim sendo, seja razoável com ela e consigo mesmo, foque com alegria e bem estar no preenchimento desta lacuna. Sem lamento, sem pranto, pois a única e plausível explicação para a existência de uma necessidade é o seu adimplemento, nada mais, e ai é com você. O que é preciso para fazer seu carro andar? Combustível. Em um certo dia, você percebe que seu tanque já está no final da reserva, logo, você vai ao posto de gasolina, estaciona perto da bomba e:
a) Chama o frentista e manda encher o tanque conforme a necessidade.
b) Chama o frentista, olha com uma tristeza profunda para o ponteiro que indica: “é o fim! Não dá mais”. Comenta com o frentista: “olha só esse ponteiro, tá vendo o ponteiro? Olha a luz do tanque reserva acesa... Não é triste? Por que tinha que acabar? Ela sempre acaba, sabia? Por que? Por que comigo?”

Não é o desejo que corrói o coração, não é o querer que te faz amargo, não é o dinheiro a raiz de todos os males, não. Chega de frase pronta. É o uso que se faz de tudo isso.
Da minha parte eu posso dizer, tudo sempre parou quando eu só quis, quando eu quis de verdade, quando eu quis muito. Os céus se fecham - de uma forma curiosa - quando eu quero. Já aquele sentimento de realização genuíno ocorre quando resolvo fazer o inventário das coisas que eu tenho, das conquistas indeléveis, dos ganhos emocionais, do saber do que sou capaz; de sorrir, mesmo que internamente, diante das merdas do mundo e das minhas próprias merdas. Ai sim, imbuído de toda essa majestade, aquelas riscadas de isqueiro me indicam o caminho, e eu o percorro na intenção de sair, sabendo que pode ser amanhã, ou daqui um ano. E sigo tranquilo, pois só assim dá pra silenciar minha mente, e no silêncio eu posso ouvir muita coisa, posso sentir mais, e é no sentimento que eu descubro e encontro coisas, quem sabe um atalho, quem sabe um amigo, uma luz, quem sabe o que?
Porque eu vivo assim, na possibilidade (são infinitas). E tai um jeito de se viver pra sempre, de aceitar com graça, de durar sem se prender, de poder sem querer.
2014 é só mais um ano, e quanto a você?
André Aggi.



Um comentário:
MA RA VI LHO SO .... Parabéns!!!
Suas palavras "falam" comigo.
Seu texto dispensa comentários. :P
beijos
Paula CXristina
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